Mil informações e um sentimento: equilíbrio



Seria muito bom dormir e acordar numa cidade de região montanhosa sem me preocupar com determinados problemas. Mas acontece que minha vida não tem os tons chuvosos e resolvidos da série Pretty Little Liars. Então, me surge uma reflexão. E se tivesse?

Se tivesse esses tons, meus problemas seriam outros. Ninguém é uma ilha. As relações interpessoais das pessoas provocam problemas em outras e é assim sucessivamente.

Mas o bom é que no final, tudo é experiência pra enfrentar coisas ainda maiores. Continuo achando que é loucura esse negócio de viver pra ser livre, porque não somos livres. Nós só precisamos buscar momentos de paz, harmonia.

De repente, num curto prazo de uma semana vem surgindo novas informações, tudo ao mesmo tempo. É impressionante, como o ser humano tem a capacidade de descobrir mil e uma coisas ao mesmo tempo, e conseguir digerir todas essas informações

E nessas descobertas, fico naquelas paranoias de "se eu não estivesse deste determinado jeito naquele momento, jamais teria acontecido", mas aí, eu paro pra pensar: no que vai adiantar? Aconteceu.

Como Heráclito, filósofo pré socrático, diria: Tudo flui. E nós só temos que seguir com o curso das coisas. Dar uma ajeitadinha quando tá incomodando, e viver.

Quero seguir dançando entre essas informações. Pareço a garotinha do clipe Chandelier - Sia, dançando loucamente até encontrar um denominador comum pra vida.

Talvez eu dance eternamente. O ponto de equilíbrio universal, nós só vivemos buscando. E absorvemos mais informações, experiências, aprendizados. Talvez o ponto de equilíbrio seja essa coreografia desconexa em que estamos dando a cara à tapa para sentir o que é real. Talvez o famigerado ponto de equilíbrio, seja nossos momentos mais humanos.




Playlist do amô: O que eu mais escutei em abril!





Oi gente! 

Saudades de colocar uma playlist aqui hehe 
Bom, todo mundo sabe que meu gosto musical é uma mistura louca com um pé underground. 
As músicas que eu mais ouvi em abril pra vocês: 





1- Elis Regina - Como Nossos Pais



2- Beyoncé - Deja Vu



3- Roo Panes - Glory Days



4- Costa Gold - Nada Bom II



5- Panic! At The Disco - Death Of A Bachelor



6- Bon Iver - Skinny Love





7- Ludovico Einaudi - Nuvole Bianche



8- The Animals - The House Of The Rising Sun



9- Daughter  -  Youth




Um beijo e até o próximo post!

Necessitamos falar sobre: A contribuição da mídia na cultura do gaslighting

Gaslighting na mídia
Logo da ISTOÉ e fotografia de Dilma Rousseff: Reprodução 


Primeiro, vamos à fonte do ouro. [Vai ser textão, mas um textão escrito com tanta dedicação, que vale a pena ler.] 

Gaslighting: (segundo a Wikipédia), uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade.

O termo surgiu do filme Gaslight (1944) quando um homem tenta enganar a esposa de que não alterou as luzes alimentadas por gás da casa, enquanto procurava um tesouro escondido no sótão. E para tentar convencê-la, utiliza os mais variados métodos, inclusive, alterando pequenas coisas no ambiente, fazendo sua esposa se questionar de sua própria consciência porque tem a mais límpida certeza de que o nível de iluminação na casa foi alterado. 

Traduzindo isso para a situação cotidiana feminina: 

1-Quando um namorado seu te chama de louca, e num "passe de mágica" você se sente errada por algo que você defendeu e se achava plenamente certa até ele acusar sua loucura, isso é gaslighting.

2- Quando você vive um relacionamento abusivo, e não se dá conta, porque até aquele momento ele é e sempre será o amor da sua vida, e quando você ousa questionar algo que te incomoda, ele começa a proferir a seguintes frases "amor, não exagera. Isso é paranoia sua, você tá ficando louca, nós estamos tão bem..." - ISSO É GASLIGHTING! 

Resumo: O estereótipo da mulher histérica e da mulher louca, é gaslighting.

Dados alguns exemplos cotidianos, prossigamos.

O gaslighting na mídia tem sido algo tão comum e tão corriqueiro que passa despercebido a quem não faz uma análise crítica do que consome. Ou seja, analisar bem o tipo de informação que está recebendo. 

Vamos tomar como exemplo, essa capa da revista ISTOÉ: 





"AS EXPLOSÕES NERVOSAS DA PRESIDENTE"
"e perde (também) as condições emocionais de conduzir o país"
ISSO É GASLIGHTING! (e como diria um dos comentários do post desse vídeo no facebook: "aqui jaz o jornalismo")

Realmente desconstruíram toda a imagem da presidenta para uma louca, doida varrida que quebra móveis e grita com subordinados. A QUE PONTO A MÍDIA TENDENCIOSA CHEGA!                                                                                                                                                                                                         

Gaslighting é uma cultura tão naturalizada, e a grande mídia faz questão de impulsionar isso. 

E não acontece só com o Brasil, se pesquisarmos direitinho a Hillary Clinton, candidata a presidência dos EUA tem sido alvo preferido da mídia americana; A chanceler da Alemanha Angela Merkel, já foi retratada como um ciborgue em uma capa de revista; Christina Kirchner ex-presidente da Argentina, era hipersexualizada e retratada na mídia como "louca e vaidosa"; Michelle Obama é também um alvo em potencial nos Estados Unidos; 

Veja mais sobre essas capas nesse post do Think Olga: 



Não é mimimi. É sexismo. Quer uma prova? 


Eduardo Cunha tem histórico de corrupção, contas na Suíça e afins...

Até agora, eu, Gabriele, não vi ninguém falar de Eduardo Cunha como se ele fosse louco, como se ele estivesse perdendo a linha na câmara quando acusaram ele.  

Sérgio Moro tá brincando de esconde-mostra mostra-esconde, e não tô vendo ninguém falar da sanidade dele, enquanto ele joga na mídia áudios que não falam nada a se aproveitar sobre Dilma e Lula e esconde uma lista de corrupção na Odebrecht, onde não consta os nomes de Dilma Rousseff e Lula. 

Vale lembrar que não sou petista, só gosto do que é certo. 

Então acho que está claro que não é só contra Dilma essas acusações, ou só contra Hillary, contra Angela ou contra Christina. É contra a condição feminina. É contra o fato de ter uma mulher à frente de um país. É contra as mulheres. 

E como essas revistas circulam feito água, natural que a cultura do gaslighting seja sempre fortalecida e incentivada a nível nacional/mundial. 

A mídia elitista branca que criou o estereótipo da mulher negra irritada (o que também é gaslighting), é a mesma mídia que está cultivando uma geração machista fazendo a propagação do gaslighting ficar cada vez maior. 

Ou seja, vamos combater isso para 'desnaturalizar' algo tão nocivo e deturpante à condição feminina, porque isso não ofende só elas, como a todas nós mulheres. 

Não vamos nos calar, não vamos deixar passar, estamos juntas e não somos histéricas e muito menos loucas! Vamos em luta!


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