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sexta-feira, 17 de março de 2017

Vamos ouvir Milky Chance? Vamos sim.

sexta-feira, março 17, 2017


Olar. 

Vim fazer uma ação de utilidade pública que é apresentar Milky Chance à internet brasileira. Assim como Blackbear, arrebatou meu coração, e isso aconteceu há 4 anos atrás, com o lançamento do álbum Sadnecessary, com a música Stolen Dance. 

Tá, e quenhé Milky Chance? 

Milky Chance é uma banda alemã, eu pensava que era um cara só, sorry. Seus componentes são Clemens Rehbein e Philipp Dausch.
Embora não cantem em alemão, seu estilo lembra muito o lado soviético de Berlim, com aquela galera alternativa, artista, e do bom som de folk. Embora Berlim seja a cara dessa banda, eles são naturais de Kassel, uma cidade que representa bem quando o assunto é arte. 

As vezes, parece John Mayer com Bon Jovi
Outras vezes, parece Vance Joy. 

Seu álbum de estreia, Sadnecessary, emplacou singles como 

"Stolen Dance"



"Down By The River"



"Flashed Junk Mind"



"Running"



Ouça o álbum "Sadnecessary" completo:





E depois de uma espera de 4 anos, Milky Chance lança seu segundo álbum <3 Intitulado "Blossom", já traz na bagagem dois singles com Music Video, as faixas "Doing Good" e "Cocoon", e mais dois áudios oficiais em seu canal no youtube, que pelo visto, serão os próximos singles: "Blossom" e "Ego". 

"Cocoon"



"Doing Good"



"Blossom"



"Ego" 




Ontem, fragmentado de uma live session, foi publicada uma das músicas do álbum que para mim é a favorita. E na versão favorita, em live session mesmo. Porque no álbum Deluxe, temos a versão original e acústica. A live session me conquistou! E a acústica também é maravilhosa. Com vocês, a música "Peripeteia"

"Peripeteia"




Obra prima, considero eu, principalmente com essa gaita :3 
E considero um dos lançamentos mais esperados do ano, e pelo visto não me decepcionou, muito pelo contrário. Milky Chance é recomendado para toda a galera Alternative, Folk and Blues, e todo mundo que guarda uma admiração por acústica, Texas e um ótimo som.

Ouça o álbum completo aqui: 




Agora, vamos só aguardar os Music Videos de "Ego" e "Blossom". Acharia digníssimo se estivessem no Lollapalooza! 


Até o próximo post!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ENEM: O filtro oficial da elitização da educação pública

sexta-feira, janeiro 20, 2017


Raios. Relâmpagos. Trovões.
Gritos e ranger de dentes.
Babado, gritaria e confusão.

Três enunciados que definem exatamente o dia 18 de janeiro de 2017, dia do resultado do ENEM, que mais uma vez segue a tradição anual: milhares de notas zero, milhares de estudantes de baixa renda com nota insuficiente para entrar na tão famigerada universidade pública, gente chorando, comendo as próprias unhas porque um dos maiores medos é vestir o uniforme de praças de alimentação ou morrer de fome. Ah e não menos importante dos ritos: estudantes que passaram a vida toda em escolas privadas, classe média alta, garantindo suas vagas nas universidades públicas.

Eu, enquanto estudante do ensino público, eu não tenho outra opção que não seja concluir que o Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, seja um gigantesco filtro parte de um processo chamado elitização do ensino público de qualidade.

Uma das grandes e maiores lendas urbanas desse país, é "Universidade Pública para todos". Não é para todos, é para quem teve condições - que deveriam ser direitos -é para quem teve o luxo de estudar. Já falei mais sobre isso nesse texto aqui.

Falando assim, parece texto dos anos 70, mas isso é BEM atual. Com uma taxa altíssima de analfabetos, um índice gigantesco de evasão no ensino fundamental e médio, não é de se esperar menos, estudantes do ensino público reprovados num exame que teoricamente foi feito para eles. Porque o ENEM  com cotas raciais e cotas de baixa renda, foi a carta capital para o ingresso dos menos favorecidos na universidade. Uma pena, que isso não foi suficiente.

Para completar, nosso atual ministro da fazenda, Henrique Meirelles, diz, que as reformas em tramitação e as reformas já aprovadas são necessárias para colocar o Brasil nos trilhos novamente. E claro, que teria uma réplica. Mas não foi uma simples réplica, e sim, de uma diretora do FMI, Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde que arrematou: "Não sei por que as pessoas não escutaram (que a desigualdade é nociva), mas, certamente, os economistas se revoltaram e disseram que não era problema deles. Inclusive na minha própria instituição, que agora se converteu para aceitar a importância da desigualdade social e a necessidade de estudá-la e promover políticas em resposta a ela" - (leia mais sobre aqui)

Não é lindo, como as coisas fluem nessa novela brasiliense? Uma queima de arquivo na nossa cara, resultados das instituições federais indo pro espaço em 2016 - artimanha para aprovar a medonha Reforma do Ensino Médio - e uma República decaindo cada vez mais sempre que vaza um ou mais áudios na mídia brasileira.

Esse novo período político tem cada vez mais dado as costas para a educação e promovendo um marketing glorioso para seus recursos de batalha, como o ENEM, usado como instrumento de filtragem para formar cidadãos graduados. Como se já não bastasse turmas de 45 pessoas, formarem 4 alunos.

Arrematando como sempre, digo que educação deveria ser um direito universal, mas isso nos parece cada vez mais distante nesse caos ensurdecedor que ecoa nos subúrbios e nos corredores das escolas públicas brasileiras.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sobre a vida urbana e seu aroma de adrenalina poluída

sexta-feira, janeiro 13, 2017


Confesso que ao longo da minha vida acadêmica eu tenha tido uma certa aptidão com o mundo dos números, cálculos e fórmulas. O que transfigurou totalmente nesses últimos anos de ensino médio. Anos que tem se arrastado com uma lentidão, com uma perspicácia que parece cada vez mais distante O Dia da Libertação.

Nesses últimos anos descobri uma paixão já escancarada antes, só que imperceptível, com o mundo dos livros, da literatura e da prosa. E me descobri escrevendo crônicas, relatando a vida urbana com um ambiente frio e calculista. Onde as composições de Ludovico Einaudi se encaixassem perfeitamente com borboletas no estômago.

A adrenalina contida neste cenário tem sido cada vez mais palpável. São mais de 500 anos de correria, hormônios, emoções e questionamentos fluindo num ambiente só. E observando do ângulo onde estou, uma respiração profunda - e desconfortável devido à poluição - é o suficiente para perceber todas as expressões caóticas existentes nesse espaço.

Registrando tudo isso na fórmula silenciosa, sensível e detalhista, a vida urbana de repente não parece tão complexa. Ela é desmistificada tão rapidamente que as palavras simplesmente se entregam ao espaço em branco. E sua facilidade de perceção tambem nos envolve complexamente.

Paradoxais, são as conclusões sobre a vida urbana gravada em lentes de diretores de cinema como Anna Muylaert, Walter Salles entre outros. Cenas lentas, silenciosas, câmeras localizadas estrategicamente para exploração da cena.

E coisas simples e tranquilas como lençóis brancos, cafés e papéis se tornam protagonistas de vidas solitárias, agitadas, ansiosas, ofegantes. Protagonistas de um mundo de luzes, sons, imagens, e sendo parte de todo um contexto audiovisual que não cabe a mim a imensidão e o privilégio de registrá-lo por inteiro, mas cabe em detalhes.

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