sexta-feira, 25 de março de 2016

Eu quero a sorte de um amor tranquilo

eu quero a sorte de um amor tranquilo


Sinto um caos me rodeando, e eu não consigo pensar direito. São muitas decisões a se tomar. São muitas coisas a se pensar. A vida poderia ser uma simples música do The Fray.
O simples ato de tirar os sapatos ao chegar em casa, virou uma ato de glória, de dever cumprido, de descanso. Os dias estão carregados de adrenalina excessiva, de uma tensão perturbadora, e isso faz com que chegar em casa, seja um ato simbólico de sobrevivência.

No meu aleatório dançar pela casa, finjo que não há uma guerra acontecendo à minha volta. Finjo que no lado externo na redoma indestrutível que é o meu apartamento, não tem gente fazendo apologia ao crime, gente pedindo a morte alheia, pedindo violência, manifestando a favor de um golpe político.

São reconfortantes esses micro-momentos em que eu esqueço de tudo. Tirar a roupa, tomar um banho, ouvir música enquanto cozinho, respirar longe dos noticiários, das discussões, das brigas.

Porém, é necessário viver um pouquinho desse caos diariamente.  Eu preciso saber separar o tipo de informação que estou consumindo. Tem muita coisa tendenciosa na rede, na tv, que eu fico sem saber pra que lado devo ir. De repente, a maior emissora nacional se torna uma apoiadora de um golpe político. Ou os tabloides mais populares forjam informações. Não me sinto satisfeita. 

E no amor, a coisa anda louca. Rolou uma segregação de esquerda e direita impressionante. Casais que têm medo de morrer por irem contra o sistema, igualzinho na ditadura militar, ou casais que se separam por um dos cônjuges apoiar o golpe. E vice-versa. Eu fico observando esses casais, porque eu quero a sorte de ter um amor tranquilo. O que é totalmente o oposto desse grupo de pessoas.  

Eu quero só ter alguém pra compartilhar o que aconteceu no trabalho, contar de uma banca alternativa que encontrei na feirinha, e sei lá, curtir o que me resta da vida. Não quero que a política ou a economia torne tudo mais tenso do que já está. Eu sei que não tem como fugir de tudo, mas eu mereço um descanso de tudo isso. 

Um amor tranquilo está se tornando raro, o que não quer dizer que no meio da guerra nós mesmos não possamos plantar um pouco de paz. 


6 comentários:

  1. Gabriele, gostei do texto.
    "Os dias estão carregados de adrenalina excessiva, de uma tensão perturbadora, e isso faz com que chegar em casa, seja um ato simbólico de sobrevivência." A parte que eu me identifiquei muito foi essa!!Realmente, o fato de chegar em casa, amanhã a rotina novamente....

    Adorei o blog, super beijo ♥

    Cá entre nós, miga!

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    Respostas
    1. Muito obrigada pelo comentário e fico MUITO feliz que tenha gostado!

      Beijo!

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  2. Que lindo o texto, resumi um desejo e necessidade da população rs
    Beijos

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br/

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  3. Adorei! Realmente, chegar em casa tem se tornado um ato de glória, tirar os sapatos, tomar um banho gelado, a vida tá um caos, muita correria e muita coisa ruim, precisamos de um descanso.

    blogdaumzoom.com

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  4. Me identifiquei com seu texto! Realmente, chegar em casa às vezes se torna um alívio! E encontrar um amor tranquilo tá medo raro mesmo! Mas, quem sabe um dia...

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